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Archive for the ‘Plano de Salvação’ Category

Como vocês podem falar em famílias eternas se Cristo ensinou em Mateus 22:23-30 que seremos como anjos na ressurreição? Acaso os antigos Cristãos possuíam alguma crença semelhante? 

Para entendermos um pouco melhor a passagem de Mateus 22:23-30 devemos ler o que diz a posição oficial da Igreja a respeito de casamentos eternos:

Portanto, se um homem se casar com uma mulher no mundo e não se casar com ela por meu intermédio nem por minha palavra; e fizer convênio com ela enquanto estiver no mundo e ela com ele, seu convênio e casamento não terão valor quando morrerem e quando estiverem fora do mundo; portanto não estarão ligados por lei alguma quando estiverem fora do mundo. Portanto quando estão fora do mundo não se casam nem são dados em casamento, mas são designados anjos no céu, anjos esses que são servos ministradores, para ministrar em favor daqueles que são dignos de um peso muito maior, imensurável e eterno de glória. Porque esses anjos não guardaram minha lei; portanto não podem crescer, mas permanecem separados e solteiros, sem exaltação, no seu estado de salvação, por toda a eternidade; e daí em diante não são deuses, mas anjos de Deus para todo o sempre.”(Doutrina e Convênios, Seção 132:15 – 17)

Quando os saduceus impuseram a questão do casamento dos setes irmãos (segundo a Lei do Levirato) com uma mulher e perguntaram a Cristo de qual dos sete seria ela esposa, Cristo responde:

 “Errais não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus. Por que na ressurreição nem casam nem se dão em casamento, são porém como anjos do céu.” (Mt. 22:29-30)

Primeiro ponto importante aqui é que Cristo utilizaria as palavras “gamousin” {=entrar em convênio de casamento} e depois “gamozotai” {=o mesmo sentido de gamousin, só que utilizando no que é chamado de Voz Média em Grego, ‘dar-se em casamento’}. Em nenhuma das primitivas versões conhecidas, Cristo usa a palavra “gamésas” {= aquele que é casado}, utilizada em I Cor. 7:33. Esta deveria ser a palavra se Cristo quisesse dizer que a “instituição casamento” não existiria no mundo vindouro.

Para entender ainda mais este ponto, devemos atentar às palavras “Errais não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus”. Para nós fica claro que o poder de Deus tudo pode, quer seja ressuscitar um homem, que seja uni-lo a sua família para toda a eternidade, mas o que Cristo quis dizer ao referir-se a “errais não conhecendo as Escrituras”, que Escrituras do Velho Testamento estava Cristo ou os Saduceus a se referirem? Alguma escritura sobre sete irmãos casando-se sucessivamente com uma mulher ou alguma outra falando sobre que os sete  maridos seriam como anjos do céu?

Felizmente nossos amigos Católicos preservam em suas Bíblias o livro deuterocanônico de Tobias, onde lemos que uma jovem, Sara, que havia sido dada em casamento a sete maridos (todos irmãos), cada um dos quais havia sido morto por um espírito maligno na noite anterior às núpcias, não concretizando assim o casamento. Mas na história (Tobias 6:10-8:9) Sara finalmente casa com um oitavo marido, Tobias, filho de Tobias, quem, seguindo às instruções do arcanjo Rafael, administra para que se expulse o espírito maligno e portanto não é morto. De especial interesse é o fato do arcanjo (que de acordo com Tobias 3:17, havia sido enviado para preparar os arranjos do casamento) diz ao jovem Tobias que sua esposa havia sido designada para ele “desde o princípio” (Tobias 6:17). Isto implica que ela não havia sido selada a nenhum de seus antigos maridos, o que explica o porquê de nenhum deles poder reclamá-la na ressurreição, conforme explicara Jesus. Mas se ela fosse selada a Tobias a situação mudaria. Assumindo que os Saduceus (cuja questão central era ressurreição, não casamento) estivessem aludindo a esta história, mas deixaram uma parte de lado (a parte concernente a Tobias), isto explicaria porque Jesus lhes disse “errais não conhecendo as Escrituras…”

Quanto a escrituras ou referências referindo-se a esta ordenança eterna restaurada nestes últimos dias por um profeta moderno, mas que todavia se perdeu durante a apostasia da Igreja Primitiva, podemos encontrar em Orígenes (século III, aquele mesmo que seria excomungado postumamente pela Igreja de Roma) uma crítica a alguns cristãos que nela acreditavam, mais precisamente aqueles com um fundo judaico, não grego…:

Algumas pessoas… são da opinião que o cumprimento das promessas do futuro são uma perspectiva de luxúria e prazeres do corpo… E conseqüentemente diz eles, que após a ressurreição haverão casamentos e a geração de filhos, imaginam a si mesmos que a cidade terrena de Jerusalém será reconstruída…Tais são as perspectivas daqueles que, embora acreditem em Cristo, compreendem as Escrituras em uma espécie de sentido Judaico, sacando delas nada digno das divinas promessas.”

Se soubéssemos que Orígenes foi um daqueles que seguiu literalmente a Escritura “há alguns que se fazem eunucos por causa do Reino de Deus”, ou seja, em sua juventude emasculou-se, castrou-se para assim melhor servir a Deus, entendemos por que Ele não gostava da ideia de casamentos eternos e achava isto uma luxúria… Contudo temos a referência clara que alguns Cristãos de sua época, mais precisamente aqueles que procuravam ater-se às escrituras judaicas possuíam uma perspectiva semelhante aos S.U.D. hoje.

Outras referências vêm dos livros da Biblioteca de Nag Hammadi, descoberta no Egito em 1945. Em particular gostaria de citar algumas referências do Livro de Felipe sobre este assunto de particular interesse ao S.U.D. que já passou pela cerimônia do templo.

“…Por isso Cristo veio ao mundo, para anular a separação que existia desde o princípio, para unir a ambos e para dar vida àqueles que haviam morrido na separação e uni-los de novo. Pois bem, a mulher se une ao marido na câmara nupcial” (Felipe 78-79)

Câmara nupcial esta descrita como espelhada, “Recebem-nos [tanto as potencialidades masculinas como femininas] a partir da câmara nupcial espelhada” (Philip in Robinson, The Nag Hammadi Library, 139)

E como na doutrina S.U.D. esta cerimônia não poderia deixar de ser aceita na mortalidade para se recebê-la mais tarde:

“Se qualquer um se torna filho da câmara nupcial, ele receberá a luz. Se qualquer um não a receber enquanto está por estes lugares, ele não será capaz de recebê-la algures” (Philip in Robinson, The Nag Hammadi Library, 151)

E o resultado desta união mística acredita-se ser a capacidade de gerar filhos:

“Mais numerosos são os filhos do homem celestial que os do homem terreno. Se são numerosos os filhos de Adão – apesar de mortais – quanto mais os filhos do homem perfeito, que não só não morrem como podem ser engendrados sempre!” (Felipe 28)

Também na minha Bíblia de Jerusalém, no Livro de Tobias encontro mais duas referências a famílias eternas. Tobias, logo após apresentar-se a Raguel e Edna, mãe de Sara, pede-a em casamento. Raguel concede com as seguintes palavras:

“…Está bem, e a ti que ela deva ser dada segundo a Lei de Moisés, e o céu decreta que ela te seja dada. Recebe tua irmã. A partir de agora tu és seu irmão e ela é tua irmã (termo usado para designar “esposa” em Tobias 5:21; 8:4,7,21 ou “noiva” em Cantares 4:9; 5:1-2 e cf. 8:1). Ela te é dada a partir de hoje e para sempre… recebe-a, pois ela te é dada por esposa, segundo a lei e a sentença escrita no Livro de Moisés” (Tobias 7:11-12)

E mais adiante Raguel, ao confirmar sua condição de sogro, declara a Tobias:

“…Tem confiança, filho! Sou teu pai, e Edna (esposa de Raguel) é tua mãe; junto a ti estaremos e junto de tua irmã (vide parênteses acima), desde agora e para sempre.” (Tobias 8:21)

Mais uma vez vemos o pobre jovem fazendeiro Joseph Smith, ensinando escrituras diametralmente antagônicas aos Cristãos do seu tempo que somente com uma abordagem mais profunda das escrituras, contextualizando textos apócrifos e outros recentemente descobertos provam-se plausíveis e surpreendentemente semelhantes.

VEJA ESSA DÚVIDA SENDO FACILMENTE RESPONDIDA (Livro O Dia da Defesa, A. Melvin McDonald)

Enquanto estudei a sua fé, aprendi a respeito de sua crença do casamento do Céu. Essa doutrina pode ser diretamente aplicada aos ensinamentos de Smith e às idéias sobre os sexos que tem a Igreja Mórmon. Mateus 22:23-30 nos diz que a resposta de Cristo aos saduceus foi: “na ressurreição, nem se casam, nem são dados em casamento; mas serão feitos como anjos de Deus, no céu”. Por que, então, se não somos casados nem dados em casamento no céu, de acordo com as palavras de Cristo, vocês ensinam a doutrina falsa do casamento eterno? Isso é um notável desacordo com a palavra de Deus.”

Resposta: Cristo sempre respondeu às pessoas de acordo com o conhecimento que percebia nelas. Por exemplo, usava parábolas para ensinar ao fazendeiro, ao pastor e ao lavrador em comum. No seu exemplo, Cristo havia sido confrontado por um saduceu. O versículo 23 mostra que naquela ocasião, os que o interrogavam, não criam na ressurreição. Portanto, Cristo tinha um opositor diante dele, fazendo pergunta sobre coisas que não acreditava, tentando confundir ao Senhor. Cristo viu naquela circunstância uma oportunidade para ensinar. O saduceu fundamentou-se na lei judaica (Lei do Levirato) que mandava que a mulher de um falecido e que não lhe tivesse dado um filho, deveria coabitar com um irmão do falecido para levantar-lhe uma descendência. No caso particular armado pelo saduceu, os irmãos do morto foram morrendo sucessivamente sem dar descendência ao primeiro marido; a mulher foi casando também sucessivamente com cada um deles; ate que morreu o sétimo e último, e ela também morreu. A pergunta era: De qual dos sete seria a mulher na ressurreição. Cristo respondeu de acordo com o entendimento que o opositor demonstrava ter, ele respondeu especificamente a pergunta, isto é: “na ressurreição nem se casam nem são dados em casamento”. Isso significa que depois de havermos ressurgido não mais nos podemos casar, nem ser dados em casamento por procuradores oficiando por nós.

(1) O casamento é para ser realizado na mortalidade, quando nos damos em casamento pessoalmente nos Templos do Senhor; ou no mundo dos espíritos antes da ressurreição, quando somos dados em casamento por procuradores mortais, também nos Templos. Cristo disse mais: “Errais não conhecendo as escrituras nem o poder de Deus”. – O poder de Deus “Para ligar na terra aquilo que será ligado no céu”. Em Mateus 19:4-6, vemos que essa mesma questão foi apresentada por um fariseu, o qual acreditava na ressurreição. A ele o Senhor deu outra resposta: “O que Deus juntou, será para sempre”. nisso, os fariseus o compreenderam, pois criam na ressurreição. É por isso que em 1 Coríntios 11:11 lemos: “Nemo varão é (completo) sem a mulher, nem a mulher é (completa) sem o varão diante (na presença) do Senhor”. É por isso que em Pedro 3:7, ele afirmou ao povo que o homem e a mulher serão co-herdeiros da graça da vida (2). Os apóstolos da nossa Igreja, hoje, ligam na terra pelo poder de Deus aquilo que será ligado no céu. Portanto Cristo respondeu aos saduceus, de acordo com seu pouco conhecimento e incredulidade. Se nós cremos na ressurreição, não podemos interpretar essas escrituras com o pouco conhecimento e a incredulidade dos saduceus. É por isso que a resposta de Cristo a eles é até hoje mal compreendida.

  1. Sabemos que era facultado na lei judaica que os filhos menores fossem dados pelos pais em casamento, mas Cristo aí veladamente, poderia estar dizendo ambas as coisas aos saduceus. Ademais o caso tratava-se da ressurreição e não da lei judaica.
  2. Efésios 3:15 fala de famílias tanto no céu como na Terra, o que demonstra a continuação dos vínculos familiares, semelhantes ao terrenos, no céu!
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Cristo foi ferido por causa das nossas transgressões, para que pudéssemos ser perdoados e que pudéssemos crer em Seu Santo nome, louvá-lo, engrandecê-lo e acharmos salvação nEle!

Foi por você!

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mormon-igreja

Podem-se encontrar membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias em cada nível da sociedade —  nos negócios e na ajuda humanitária, na educação e no campo científico, em partidos políticos e em orgãos de governo, na indústria do entretenimento e nos meios de comunicação.

Descrevendo o caráter dos Santos dos Últimos Dias, ou Mórmons, nome pelo qual são conhecidos, a revista Newsweek escreveu: “Indiferentemente de onde vivem, eles sabem que fazem parte de uma rede que se preocupa com as pessoas; na teologia Mórmon cada um é um ministro em si mesmo, cada pessoa está investida de algum modo para fazer o bem aos outros e fazer com que o bem lhes seja feito de volta: é um convénio feito para cuidar dos outros em pleno século 21. Este cuidado não se restringe apenas aos membros da Igreja, vai muito para além disso.”

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é quarta maior Igreja cristã nos Estados Unidos da América. Mais de metade dos seus 14 milhões de membros vivem fora dos Estados Unidos. No entanto, apesar do crescimento e da presença da Igreja, os resultados de estudos efectuados continuam a mostrar que relativamente poucas pessoas estão familiarizadas como as crenças Mórmons.

Como instituição, a Igreja tem a responsabilidade de articular de forma clara e pública os seus ensinamentos oficiais. Por sua vez, os jornalistas poderão informar o público escrevendo sobre essas doutrinas. Ainda assim, ao fazê-lo, os jornalistas devem estar cientes da existência de algumas armadilhas habituais. Por exemplo, um dado jornalista que esteja pressionado pelo tempo tem a tendência  para abordar aspectos periféricos da religião e colocá-los no centro das atenções, com se fossem elementos vitais da fé. Outros tentam sicenramente enfatizar na maioria das vezes aquilo que outros vêem como “diferente” nos Santos dos Últimos Dias, à custa do realçe que não é dado às doutrinas mais fundamentais da Igreja. Infelizmente, como muitos membros da Igreja confirmam, este tipo de jornalismo dá uma imagem distorcida da Igreja e continua a confundir as pessoas.

Apesar destas dificuldades, a Igreja encoraja o escrutínio honesto por parte de todos os meios de comunicação. A Igreja espera que os jornalistas sejam precisos e honestos e que se centrem na fé tal como ela é vivida e sentida pelos seus membros. A Igreja desencoraja o jornalismo sensacionalista e enganador, que acentua ideias abstratas que não refletem as crenças, ensinamentos e práticas vividas pelos membros da Igreja em todo o mundo.

Quais são as Crenças Principais de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias? (mais…)

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Os Missionários Mórmons da cidade de Houston no Texas precisavam descobrir uma maneira de compartilhar a fé com as pessoas. Bater de porta em porta não estava produzindo os resultados esperados, eles então decidiram testar um método usado por um outro grupo de missionários também do Texas. Eles fizeram desenhos com giz do Plano de Salvação, como ensinado pelos Mórmons, na calçada e então ofereciam as pessoas que passavam uma pequena explicação sobre os desenhos. Se elas se mostravam interessadas, eles passavam alguns minutos explicando o Plano de Salvação usando outros auxílios didáticos. Depois perguntavam se a pessoa gostaria de saber mais. Alguns respondiam que sim, enquanto outros que não, mas os missionários aceitavam de bom grado ambas as respostas. Muitos admitiram que jamais haviam encarado a vida daquela forma, mas as figuras as ajudavam a compreender o conceito.

Para os Mórmons, o Plano de Salvação se constitui de três partes. A primeira parte aconteceu antes de nascermos nesta terra, depois que Deus criou nossos espíritos. Vivemos com Ele em uma existência pré-mortal como espíritos sem corpos físicos, aprendendo o evangelho, desenvolvendo um relacionamento com Deus e fazendo escolhas em relação aos Seus ensinamentos. Desenvolvemos personalidades, talentos, habilidades e aprendemos a fazer boas escolhas. (mais…)

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